Lobista da Lava Jato só pode ser julgado por crimes praticados antes de ter cidadania Portuguesa

Andreza Rossini


Thaíssa Martiniuk, repórter da BandNews Curitiba

Autoridades de Lisboa, em Portugal, autorizaram que o lobista Raul Schmidt, investigado pela Lava Jato, seja extraditado para o Brasil.

O Tribunal da cidade impôs uma condição para a transferência: que o julgamento dele só ocorra por atos praticados antes da obtenção da nacionalidade portuguesa. Raul Schmidt estava foragido desde julho de 2015 e foi preso durante a 25ª fase da Lava Jato, deflagrada em março deste ano.

Ele é suspeito de atuar como operador financeiro do esquema de corrupção na Petrobras e é investigado pelo pagamento de propinas para três ex-diretores da estatal: Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Zelada.

De acordo com a secretaria de Cooperação Internacional, Schmidt deve ser o primeiro foragido da Lava Jato a ser extraditado. O investigado vivia em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, e se mudou para Portugal após o início da operação Lava Jato, em virtude da dupla nacionalidade. Ele foi preso no apartamento, localizado em uma região nobre de Lisboa. Raul Schmidt ainda pode recorrer da decisão do Tribunal de Lisboa ao Supremo Tribunal de Justiça e ao Tribunal Constitucional, ambos em Portugal.

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