Mais empreiteiros confirmam cobrança de Argello

Roger Pereira


Em depoimento à 13ª Vara Federal do Paraná, os empresários José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix e Flávio Gomes Machado Filho, ex-presidente unidade de negócios da América Latina da Andrade Gutierrez confirmaram terem se encontrado com o ex-senador Gim Argello para tratar sobre um pedido de apoio financeiro a campanhas eleitorais de seus aliados políticos em troca de blindagem na CPI. O executivo da Andrade relatou um almoço na casa de um parente de Argello, em que o assunto foi abordado, de maneira superficial, num encontro descontraído que, segundo ele, serviu para que o senador criasse empatia com os empresários. Já o sócio da Engevix deu mais detalhes, dizendo que recebeu a proposta de contribuir com R$ 5 milhões para as campanhas do grupo político diretamente do senador.

Segundo José Antunes Sobrinho ele foi levado ao encontro de Argello por Léo Pinheiro, sócio da OAS e Júlio Camargo, da Toyo Setal, depois de ter ignorado a proposta dos dois empresários de integrar o grupo de empresas que contribuiria para campanhas de políticos com o objetivo de não serem convocados pela CPMI da Petrobras. “A primeira vez que ouvi falar sobre essa articulação, foi em conversa com o Léo Pinheiro. Como não respondi nada a ele, o Júlio Camargo me procurou, disse que não tinha interesse e ele me pediu para que eu, ao menos, desse uma satisfação ao senador. Concordei em encontrar o senhor Gim Argello”, contou o depoente.

“Na ocasião, ele me falou sobre a criação deste grupo de empresas para apoiá-los politicamente. Não houve ameaças, mas ficou claro que ele estava oferecendo o ‘privilégio’ de não ser chamado na CPI para as empresas que aderissem”, relatou, dizendo que a diretoria da Engevix decidiu não participar de tal grupo.

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Repórter do Paraná Portal
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