Marcelo Odebrecht chama Dilma e ex-ministros como testemunhas de defesa

Andreza Rossini


A presidente afastada Dilma Rousseff foi chamada como testemunha de defesa do presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em processo que responde pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O processo é referente a 26ª fase da operação Lava Jato, chamada de Xepa. Ao todo, o empresário apresentou em defesa prévia o nome de 15 pessoas. Ainda aparecem na lista o ex-ministros Guido Mantega, Edinho Silva e Antônio Pallocci.

Os advogados ainda esclarecem no documento que é imprescindível a oitiva de todas as testemunhas conforme o que prevê a Constituição Federal. Ainda de acordo com a peça, a defesa do empresário pede que Marcelo Odebrecht seja absolvido de todas as acusações das quais responde na ação penal. Os defensores que assinam o documento, Nabor Bulhoes e José Carlos Porciúncula, não deram detalhes do motivo pelo qual arrolaram como testemunha de defesa essas autoridades. Como em outras ocasiões, o Juiz Sérgio Moro pode solicitar que a defesa dê explicações do porquê indicou estas pessoas para prestarem depoimento no processo.

Marcelo Odebrecht responde a três processos no âmbito da Operação Lava Jato. O empresário já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão em uma das ações. Ele está detido na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde junho do ano passado. A denúncia trata do setor de operações estruturadas da Odebrecht, que funcionava como uma espécie de indústria de propina dentro da empresa. O departamento todo teria movimentado 46 milhões de reais. Ao todo, são 12 réus acusados de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção, incluindo o publicitário João Santana e mulher dele, Mônica Moura, marqueteiros das campanhas de Lula e Dilma. Os procuradores identificaram pelo menos 45 pagamentos num total de 23 milhões de reais somente casal de publicitários entre outubro de 2014 e maio de 2015.

Por: Narley Resende

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