Mesmo absolvido, Vaccari segue preso, determina desembargador

Roger Pereira


O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou novo pedido de liberdade ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, apesar de decisão do próprio tribunal que reviu sentença do juiz federal Sérgio Moro e o absolveu em um dos processos relativos à Operação Lava Jato.

A defesa de Vaccari alegava que, com a absolvição, restava apenas um mandado de prisão preventiva contra o ex-tesoureiro e que ele seria uma “extensão” de prisão anterior, feita à época das investigações, em 2015.

O desembargador, no entanto, entendeu que, como o pedido de prisão preventiva de Vaccari está relacionado a outro processo, ainda sem sentença, “os fatos de uma e outra ação não se confundem”, e que a absolvição de Vaccari “não desmerece” a ordem de prisão preventiva.

Ao ser notificado da decisão do TRF 4 que absolveu Vaccari, na semana passada, o juiz federal Sérgio Moro chegou a expedir alvará de soltura ao ex-tesoureiro do PT com relação ao processo em questão, mas determinou que ele continuasse preso por conta de prisão preventiva decretada em outra ação penal. A decisão de Moro motivou o recurso da defesa de Vaccari ao TRF4, mas o desembargador Gebran Neto, em decisão liminar, concordou com a argumentação de Moro.

Além do processo em que foi absolvido em segunda instância, Vaccari já foi condenado em outras quatro ações penais (cujos recursos ainda não foram julgados pelo tribunal) e responde, ainda em primeira instância, a mais três.

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Repórter do Paraná Portal
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