Ministério Público Federal não confirma acordo de delação com Marcelo Odebrecht

Andreza Rossini


O Ministério Público Federal (MPF) não confirmou o acordo de delação premiada supostamente firmado no âmbito da Operação Lava Jato, com o empresário Marcelo Odebrecht, líder do grupo Odebrecht.

O jornal “Valor Econômico” divulgou uma matéria nesta terça-feira (31), afirmando a existência do acordo. O jornal também apontou que o empresário estaria prestando depoimentos aos investigadores da força-tarefa, desde a última semana.

Outra matéria, divulgada pelo jornal “O Globo” citou um termo de confidenciabilidade sobre as negociações, assinado pelo MPF e pelo empresário. Ao Paraná Portal, a assessoria de imprensa do MPF afirmou que não confirma o acordo de delação e, ao ser questionada se negava o acordo, a assessora repetiu: “não confirmo”.

Na primeira quinzena de maio, uma proposta de delação premiada apresentada pela construtora Odebrecht foi negada pelos investigadores. Na ocasião, os advogados alegaram que o “Setor de Operações Estruturadas”, uma sede para pagamento de propina dentro do grupo, se limitava a apenas uma estrutura de caixa dois da empresa. A Lava Jato acredita que a diretoria foi constituída com o objetivo de pagar propinas a agentes público e políticos, para obter vantagens indevidas em contratos.

O Paraná Portal entrou em contato com o advogado de Odebrecht, mas não obteve retorno até o momento de publicação desta reportagem.

Em março deste ano os investigadores negaram a afirmação da defesa do empresário, de que estariam negociando um acordo de delação. MPFa manifestação feita pela empresa à imprensa na época, que desejava assinar os acordo não tem validade jurídica.

“Não existe sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht. A simples manifestação dessa vontade pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento”, diz a nota da força-tarefa. divulgada em março.

Delação

Entre os itens especulados para uma possível delação estaria a lista que foi apreendida pela Polícia Federal, com nomes de aproximadamente 200 políticos e os valores que cada um deles teria recebido da empreiteira, que somados chegam a R$ 55 milhões.

A planilha foi apreendida em uma busca da Polícia Federal na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, um dos executivos da empresa, na 23ª fase da operação Lava Jato.

A lista envolve pagamentos a pessoas com foro por prerrogativa de função, como deputados e senadores.

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