Operação Lava Jato
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Ministro do TCU presta depoimento como testemunha de Lula

Cinco pessoas devem prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, nesta quarta-feira (15), como testemunhas do ex-pres..

Andreza Rossini - 15 de março de 2017, 08:03

Cinco pessoas devem prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, nesta quarta-feira (15), como testemunhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no processo que investiga vantagens indevidas pagas por meio do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.

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Entre os arrolados pela defesa, está o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro Filho e o ex-ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) também havia sido selecionado pela defesa, mas os advogados decidiram pedir para que Moro o dispensasse. Hoje (15) é o fim dos depoimentos de testemunhas neste processo.

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No dia 20 de abril, as audiências serão retomadas e o juiz vai começar a ouvir os depoimentos dos réus. O ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro será o primeiro a ser ouvido. O ex-presidente Lula será o último a prestar esclarecimentos, depondo no dia 3 de maio. Todos os depoimentos vão ocorrer na sede da Justiça Federal, em Curitiba.

 Ação penal 

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá.

Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

A ex-primeira dama Marisa Letícia foi indiciada por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para a PF, Marisa recebeu, junto a Lula, vantagens indevidas da empreiteira OAS nas reformas do tríplex.

Paulo Tarcisio Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Paulo Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.