Operação Lava Jato
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Moro autoriza depoimento de Vargas e Argello sobre Jucá no STF

Thaissa Martiniuk, BandNews FM Curitiba O Juiz Federal Sérgio Moro autorizou que o ex-senador Gim Argello e o ex-deputad..

Narley Resende - 09 de setembro de 2016, 14:09

Thaissa Martiniuk, BandNews FM Curitiba

O Juiz Federal Sérgio Moro autorizou que o ex-senador Gim Argello e o ex-deputado federal, André Vargas, ambos investigados e presos no Paraná pela Operação Lava Jato, prestem depoimento de instrução ao inquérito 4075, que tramita no Supremo Tribunal Federal.

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O inquérito investiga supostos pagamentos de propinas aos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA). De acordo com as investigações, os parlamentares teriam cobrado vantagem indevida referente à construção de Angra 3, usina administrada pela Eletronuclear.

Delatores da empreiteira Andrade Gutierrez declararam que foram feitos repasses correspondentes a 0,5% dos valores das obras da Usina a Jucá e 0,5% a Lobão.

O interrogatório de Gim Argello está marcado para a próxima segunda-feira (12) às duas horas da tarde e de André Vargas para terça-feira (13) às onze e meia da manhã. Ambos vão ser ouvidos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba por delegados da PF de Brasília.

Edison Lobão é alvo de quatro inquéritos no Supremo: um que apura fraudes na Eletrobras; outro sobre irregularidades na obra de Belo Monte; um terceiro que trata sobre fatos envolvendo a ex-governadora Roseana Sarney; e outro que visa apurar se Lobão integrou a organização criminosa formada por políticos e empresários para fraudar contratos na Petrobras.

Já Romero Jucá é investigado em seis inquéritos no STF: dois deles sob a relatoria do ministro Teori Zavascki, sendo um deles chamado de "quadrilhão" que detalha o crime de formação de quadrilha no esquema de desvio de recursos da Petrobras, em benefício de diversos partidos.

Jucá é ainda investigado em inquérito que tramita no STF desde 2010, que apura “possível existência de crime de falsidade ideológica, desvio de contribuições previdenciárias e contra a ordem tributária. Em outro inquérito ele é alvo de uma investigação que tramita no Supremo em sigilo desde 2011.

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