Moro coloca em liberdade executivo do Consórcio Quip detido na 33ª fase da Lava Jato

Redação


Está em liberdade o executivo Marcos Pereira Reis, investigado na Operação Resta Um, a 33ª fase da Lava Jato.

Ligado à empreiteira Queiroz Galvão, ele foi alvo de um mandado de prisão temporária, válida por cinco dias. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) não pediram a renovação da temporária ou a conversão da preventiva, e por esse motivo o juiz federal Sérgio Moro mandou soltar o empresário nesta terça-feira (09). Marcos Pereira Reis deixou a carceragem no final da tarde.

O executivo estava na China quando a operação foi deflagrada, na terça-feira da semana passada (2), e voltou ao Brasil para se entregar à Polícia Federal três dias depois.

Considerando que o executivo se apresentou e teria papel subordinado no suposto esquema de corrupção na Petrobras, Moro decidiu não renovar a prisão temporária do investigado. Em compensação, estabeleceu três medidas cautelares: obrigação de comparecer a todos os atos do processo, inclusive por intimação por telefone; entregar todos os passaportes no prazo máximo de três dias; e não deixar o país até nova decisão judicial.

O executivo era diretor financeiro do Consórcio Quip, integrado pelas empreiteiras UTC, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. O consórcio, responsável pela obra da Plataforma P53 da Petrobrás, teria sido usado pela Queiroz Galvão para repasses de propina, incluindo uma doação para a campanha de reeleição do ex-presidente Lula, em 2006.

No despacho, com data de ontem (9), Moro afirma que a prisão temporária de Reis venceria nesta terça-feira e que a Polícia Federal alegou não ver necessidade de manter a prisão. “Considerando que o investigado se apresentou e teria, ademais, papel subordinado no suposto esquema criminoso, é o caso de colocá-lo em liberdade”, diz a decisão do juiz.

No texto, Moro registra ainda que Reis está submetido à investigação e pelo fato de o executivo ter “conexões com o exterior”, o juiz determinou medidas que devem ser cumpridas. Uma dessas medidas é o comparecimento aos atos que tiverem relação com o processo. Ele terá também prazo de três dias para entregar todos os passaportes que tiver e não poderá deixar o país. O juiz determinou ainda que a Delegacia de Fronteira seja informada da decisão e comunicada sobre a proibição de emitir novos passaportes para o investigado.

Operação

Reis teve o mandado de prisão temporária expedido na 33ª fase da Operação Lava Jato, denominada Resta Um. Como estava fora do país no dia em que a operação foi deflagrada, se entregou dias depois à Polícia Federal em Curitiba. O executivo havia informado às autoridades que iria se entregar e que estava providenciando o retorno ao Brasil.

A 33ª fase da Lava Jato teve como foco irregularidades cometidas pela Construtora Queiroz Galvão, a terceira em volume de contratos com a Petrobras. A Resta Um tem por objetivo investigar contratos para obras no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e nas refinarias de Abreu e Lima (PE), do Vale do Paraíba (SP), na Landulpho Alves (BA) e Duque de Caxias (RJ).

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