Moro deixará de investigar obstrução da Lava Jato por Eduardo Cunha

Mariana Ohde


O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, não será mais o responsável por investigar a suposta tentativa do deputado cassado Eduardo Cunha de obstruir a Operação Lava Jato.

O caso é decorrente da delação premiada de Marcelo Odebrecht. Nesta terça-feira (20), o ministro Edson Fachin, responsável pela operação no Supremo Tribunal Federal (STF), acatou um pedido da defesa de Cunha e determinou que o caso seja remetido à Justiça Federal do Distrito Federal, onde os atos ilegais teriam acontecido.

Delação

Segundo os depoimentos de Odebrecht e também de Fernando Luiz Ayres da Cunha, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Cunha pediu aos dois a contratação da empresa de consultoria Kroll para investigar inconsistência nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff.

Para Fachin, o fato da suposta obstrução ser relativa a processos em curso em Curitiba não é suficiente para que o caso fique a cargo de Moro, “pois não se revela, ao menos de forma aparente, qualquer liame objetivo, subjetivo ou probatório que justifique a concentração dos atos processuais”, escreveu o ministro na decisão divulgada nesta terça-feira.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se contra a retirada da frente de investigação das mãos de Moro, alegando que “não há como desvencilhar o pedido feito por Eduardo Cunha aos colaboradores do âmbito de incidência da Operação Lava Jato”.

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Repórter no Paraná Portal
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