Moro homologa delação de executivos de “banco da propina” da Odebrecht

Jordana Martinez


O juiz Sérgio Moro homologou os acordos de delação premiada dos três executivos que adquiriram em 2010 junto com um ex-funcionário da Odebrecht o “banco da propina” utilizado para a empreiteira movimentar dinheiro de pagamentos ilícitos, inclusive para o marqueteiro do PT João Santana, e que movimentou no total US$ 1,6 bilhão até 2014. A informação foi divulgada pelo blog de Fausto Macedo, do Estadão.

Marco Bilinski, Vinícius Borin e Luiz França, que atuavam no setor financeiro trabalhando como captadores de clientes para o banco no Brasil, acordaram em pagar R$ 1 milhão de multa cada um e também repatriar todos os bens que possuírem no exterior, pagando os impostos às autoridades brasileiras. O valor dos bens no exterior, porém não foi divulgado.

Da multa, 90% será destinado para ressarcir a Petrobrás e 10% para os órgãos de investigação, como o Ministério Público Federal e a Polícia Federa. Os acordos foram homologados no dia 12 de julho e tornados públicos para que as defesas dos executivos do departamento de propinas da empreiteira tivesse acesso aos documentos.

Com a homologação, as delações dos três executivos poderão ser utilizadas para novas investigações sobre a complexa rede financeira de 41 offshores – empresas em paraísos fiscais – montada pela maior empreiteira do País para pagar propinas em obras que vão além do esquema de corrupção na Petrobrás.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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