Moro manda soltar dois investigados da Operação Repescagem

Narley Resende


Dois dos investigados na 29.ª fase da Operação Lava Jato (Operação Repescagem) presos nesta semana serão soltos hoje. O juiz Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal, decidiu colocar em liberdade Lucas Amorim Alves, sócio do ex-tesoureiro do Partido Progressista João Claudio Genu, e o empresário Humberto do Amaral Carrilho.

Os dois tiveram prisões temporárias decretadas e, agora, revogadas. A Polícia Federal informou que os depoimentos dos dois foram esclarecedores e que não haveria necessidade de prorrogar as prisões temporárias, mesmo que não tenha sido analisado todo o material apreendido nas buscas realizadas nesta semana.

Segundo o juiz Sérgio Moro, Amorim e Carrilho teriam uma função subordinada ou secundária no esquema de pagamentos de propinas na Petrobras. Mesmo em liberdade, os dois estão proibidos de deixar o Brasil ou mudar de endereço sem autorização judicial; são obrigados a comparecer aos atos do processo; e devem entregar seus passaportes à Justiça.

Lucas Amorim, preso na segunda-feira (23), é sócio do ex-tesoureiro do Partido Progressista João Claudio Genu, também preso na 29.ª fase. Ele foi considerado um emissário do ex-tesoureiro, herdeiro político do deputado federal José Janene, do PP do Paraná, que morreu em 2010.

O empresário Humberto do Amaral Carrilho, se entregou nesta quinta-feira (26) à Polícia Federal em Curitiba. Ele é suspeito de ter pago propina ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Carrilho estava em Milão, na Itália e voltou ao Brasil nesta semana.

Empresário do setor de combustíveis em Recife (PE), ele foi citado em delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Carrilho, que é dono da Distribuidora Equador, teria Costa entre os anos de 2008 e 2009 para apresentar um projeto de construção de um terminal de Derivados no Rio Amazonas, em Itaquatiara.

A empresa foi contratada pela Petrobras para fazer a obra, sem licitação. Paulo Roberto Costa ainda mencionou que intermediou a negociação e que recebeu depósitos de um milhão e 700 mil reais da empresa Distribuidora Equador entre maio de 2013 e fevereiro de 2014.

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