Moro mantêm investigação sobre João Santana e ex-Odebrecht no Paraná

Andreza Rossini


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância da Operação Lava Jato, rejeitou os pedidos de incompetência da defesa do marqueteiro João Santana e do ex-executivo da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, para retirar as investigações da Justiça Federal do Paraná.

A decisão foi publicada no sistema eletrônico da justiça, na quarta-feira (17). De acordo com o juiz, a competência é da Justiça Federal já que investiga crimes federais na Petrobras, como lavagem de dinheiro e corrupção, com depósitos no exterior.

O marqueteiro e a esposa dele, Monica Moura, são réus em dois processos da Lava Jato e cumprem prisão domiciliar. O casal é acusado de receber milhões de dólares em conta secreta no exterior e milhões de reais em espécie no Brasil, pelo envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Em depoimento a Moro a publicitária, esposa e sócia do marqueteiro João Santana, admitiu que os R$ 4,5 milhões recebidos por sua empresa em uma conta na Suíça através do empresário Zwi Skornicki tinham como objetivo a quitação de parte da dívida da campanha da presidente Dilma de 2010 com os publicitários. Ela disse, ainda, que os recursos não foram registrados na Justiça Eleitoral e nem declarados por sua empresa. “Era Caixa 2 mesmo”, admitiu.

O ex-executivo da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, cumpre prisão domiciliar e é investigado por ser parte do “setor para pagamento de propinas” da empreiteira.

 

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