Foto: Divulgação / PF
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Parte do valor das propinas pagas pela Odebrecht e pela OAS, no valor aproximado de R$ 870.000,00, teria sido lavada mediante a realização de reformas, construção de anexos e outras benfeitorias no Sítio de Atibaia, para adequá-lo às necessidades da família do denunciado Luiz Inácio Lula da Silva, assim como mediante a realização de melhorias na cozinha do referido Sítio e aquisição de mobiliário para tanto.

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Ainda segundo a denúncia, também teria sido objeto de lavagem de dinheiro uma parte dos valores de propina oriunda “dos crimes de gestão fraudulenta, fraude à licitação e corrupção no contexto da contratação para operação da sonda Vitória 10000 da SCHAHIN pela PETROBRAS, a qual foi utilizada, por intermédio de José Carlos Bumlai, para a realização de reformas estruturais e de acabamento no Sítio de Atibaia, no valor total de R$ 150.500,00”.

A denúncia foi elaborada com base em depoimentos, documentos apreendidos, dados bancários e fiscais bem como outras informações colhidas ao longo da investigação, todas disponíveis nos anexos juntados aos autos.

Outro lado

A defesa de Lula nega todas as acusações e diz que “não existe qualquer elemento mínimo que permita cogitar que Lula praticou qualquer dos crimes indicados pelo órgão acusador”. Os advogados também alegam que a força-tarefa da Lava Jato não indicou qualquer ato de ofício de Lula, enquanto presidente de República, que pudesse ter relação com os contratos e as supostas vantagens recebidas por ele.

Terceiro processo

A ação penal sobre o sítio de Atibaia é o terceiro processo contra Lula nas mãos do juiz Sérgio Moro. O magistrado já condenou o ex-presidente a nove anos e meio de prisão no caso do tríplex no Guarujá, em que Lula recorre ao TRF-4. Já o processo relacionado a compra de um terreno para a construção da sede do Instituto Lula pela Odebrecht está em fase final. Todos os réus já prestaram depoimento e agora a ação na etapa de diligências complementares.