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Moro nega pedidos para ouvir mais testemunhas na ação do triplex

O juiz federal Sérgio Moro marcou nesta segunda-feira (15) os prazos para as alegações finais da ação penal do triplex d..

Narley Resende - 15 de maio de 2017, 09:05

O juiz federal Sérgio Moro marcou nesta segunda-feira (15) os prazos para as alegações finais da ação penal do triplex do Guarujá, no âmbito da primeira instância da Operação Lava Jato. A acusação terá até o dia 2 de junho, e as defesas poderão apresentar as conclusões até o dia 20 de junho. Após esta etapa, o juiz poderá dar a sentença na ação.

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No mesmo despacho, Moro negou pedidos do Ministério Público Federal (MPF), para ouvir três testemunhas, e da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que outras sejam ouvidas antes das alegações testemunhas na ação. Leia a íntegra do despacho.

"Enfim, este Juízo já ouviu muitos depoimentos sobre o apartamento triplex e sobre a reforma dele, não sendo necessários novos a esse respeito", despachou sobre pedidos de testemunhas.

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Moro afirmou que outro documentos solicitados também são desnecessários. "A prova é absolutamente desnecessária. O acusado se defende contra fatos objetivos", escreveu o juiz sobre um dos pedidos da defesa de Lula que em petição de vinte e oito páginas requereu diversas provas.

A defesa pretendia que fosse informado pela Construtora OAS e a OAS Empreendimentos quais seriam as empresas que realizariam auditoria sobre elas e depois para que estas sejam instadas a informar se teriam conhecimento se o acusado teria praticado algum ilícito ou se houve irregularidade na transferência do empreendimento Solaris da Bancoop para a OAS Empreendimentos.

Moro autorizou apenas um pedido da defesa de Lula para que o MPF informe nas alegações finais o conteúdo de delações de colaboração premiada celebrados que não estejam sob sigilo decretado pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo investiga se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, recebeu R$ 3,7 milhões em propina da empreiteira OAS. Em troca, a empresa seria beneficiada em contratos com a Petrobras.