Operação Lava Jato
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Moro prorroga prazo para análise de bens de Lula apreendidos na Lava Jato

O  juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, atendeu ao pedido da S..

Andreza Rossini - 18 de novembro de 2016, 12:11

O  juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, atendeu ao pedido da Secretaria de Administração da Presidência da República e prorrogou em 30 dias o prazo para análise dos bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apreendidos na 24ª fase da operação, batizada de Alethéia.

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Os bens de Lula estavam em um cofre do Banco do Brasil e serão analisados pelo Planalto a pedido do juiz. Segundo a Polícia Federal, os bens em questão foram retirados do Palácio do Planalto pelo ex-presidente e guardados em um cofre da Agência Líbero Badaró do Banco do Brasil, em São Paulo, por cinco anos sem qualquer custo, conforme informou em depoimento o gerente da agência.

A PF investiga se os bens são de propriedade de Lula ou se são da Presidência de República, assim como apura também se o transporte e armazenamento dos objetos foram custeados por empresas beneficiadas no esquema da Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

O pedido de análise é parte de um dos inquéritos que tramitam contra o ex-presidente na primeira instância. Na decisão de Moro, que autoriza a análise, o juiz utiliza como referência a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que constatou, no mês passado, que 4,5 mil itens do patrimônio da União estão desaparecidos. O juiz informa que o órgão poderá contar com a ajuda do TCU e pede que a averiguação seja feita, se necessário, na própria agência.

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Sobre os objetos, a defesa diz que “são parte do acervo presidencial privado e estão de acordo com a lei 8.394/91, que determina que este acervo seja preservado pelos ex-presidentes. Quando Lula deixou o governo, a Presidência da República catalogou todos os objetos de seu acervo e providenciou a mudança para São Paulo".