MP colombiano pede investigação sobre Odebrecht

Narley Resende


Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba

A revelação de que a Odebrecht pagou propinas no exterior chegou ontem a uma eleição presidencial fora do Brasil: o Ministério Público da Colômbia pediu ontem ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral) para investigar se o presidente Juan Manuel Santos recebeu US$ 1 milhão do grupo para a campanha de 2014.

Atual vencedor do Prêmio Nobel da Paz pelo acordo com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Santos foi delatado pelo ex-senador Otto Bula, preso em 15 de janeiro.

Bula, que teria recebido US$ 4,6 milhões através de offshores panamenhas e chinesas, disse que US$ 1 milhão desse montante abasteceu a campanha de Santos em 2014.

Outros US$ 6,5 milhões, segundo a Odebrecht confessou, foram pagos ao ex-ministro dos Transportes Gabriel Morales. As propinas teriam sido pela ‘Ruta del Sol’, uma rodovia de 500 km.

Santos falou sobre a acusaçao no Twitter: “Peço ao CNE uma investigação a fundo o mais rápido possível para que venha à luz pública toda a verdade no caso Odebrecht”.

Com base no acordo de leniência em que a Odebrecht, ao lado da Braskem – subsidiária do grupo –, prometeu pagar R$ 6,9 bilhões em multas no Brasil, nos EUA e na Suíça, o governo americano divulgou que a empreiteira pagou propinas no Brasil e mais 11 países. Desde então, vários deles já tomaram providências.

No Peru, por exemplo, o ex-presidente Alejando Toledo é suspeito de ter recebido US$ 20 milhões ilegais. Além do Peru, a Odebrecht já foi punida em países como Panamá, República Dominicana e Equador.

Propinas pelo mundo

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