Operação Lava Jato
Compartilhar

MPF anexa vídeos do depoimento de Paulo Roxo para contestar alegação de coação

O Ministério Público Federal rebateu a afirmação do ex-assessor de Gim Argello Paulo Roxo, que declarou, em depoimento n..

Roger Pereira - 29 de agosto de 2016, 19:08

O Ministério Público Federal rebateu a afirmação do ex-assessor de Gim Argello Paulo Roxo, que declarou, em depoimento na tarde desta segunda-feira, que teria sido coagido pela Polícia Federal a afirmar em depoimento prestado em 15 de abril, que a doação que recebeu do empresário Júlio Camargo em nome de Argello era ilegal e fruto de propina. O MPF anexou os vídeos do depoimento para sustentar que o depoimento ocorreu em clima ameno e que não houve pressão do delegado Luciano Flores para que Roxo desse tais declarações.

ANÚNCIO

O MPF lembra que o depoimento de Roxo começou antes da decisão judicial que revogou sua prisão e que tal decisão lhe foi comunicada assim que a informação chegou aos responsáveis pela inquirição. Segundo o MPF, após o comunicado, inclusive, Roxo adotou a estratégia de manter-se em silêncio, revendo-a depois que seu advogado solicitou um momento para uma conversa particular.

O MPF destaca, ainda, que, no mesmo dia, assim como nesta segunda-feira, prestou depoimento outro assessor de Argello, Valério Neves, que não reclamou de nenhuma irregularidade em sua inquirição.

“O fato ocorrido hoje é mais um exemplo de críticas infundadas de supostos abusos na Laja Jato. Neste caso, por sorte, há vídeos que permitem espancar quaisquer dúvidas sobre a regularidade do procedimento”, diz o MPF, que informa que o delegado Luciano Flores representou pela instauração de inquérito policial e oferecimento de denúncia contra os responsáveis pela prática do crime de calúnia e outros eventualmente conexos a este fato contra a sua pessoa.