MPF denuncia André Vargas por lavagem de propina da Caixa

Roger Pereira


Já condenado em ação penal relativa à 11ª fase da Operação Lava Jato, o ex-deputado federal André Vargas foi novamente denunciado nesta quinta-feira, pelo Ministério Público Federal. Vargas, seu irmão Leon Vargas, a contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza e o intermediador Marcelo Simões são acusados, desta vez, por lavagem de capitais, materializado nas transferências bancárias para empresas vinculadas a Meire mediante simulação de contratos de consultoria, através da IT7 Sistemas Ltda, com o fim de ocultar e dissimular a natureza, origem e movimentação de valores provenientes dos crimes de corrupção pela contratação da IT7 pela Caixa Econômica Federal através do pagamento de propinas a André Vargas e agentes ligados ao banco público.

Segundo o MPF, um total de R$ 71,3 milhões de reais foi movimentado pelo esquema, valor total do contrato firmado entre a Caixa e a IT7 para aquisição, licença e manutenção de sistema de softwares, que, segundo a investigação, ocorreu sem justificativa técnica, como também apontou o Tribunal de Contas da União.

“A análise dos fatos revela indícios suficientes dos delitos antecedentes, de onde provieram valores cuja origem ilícita foi dissimulada, ou lavada. As provas da ocorrência do delito de lavagem de capitais constitui-se de importante indício de que André Vargas, na condição de deputado federal e valendo-se de seu trânsito político na CEF, praticou ato de ofício para viabilizar a contratação da IT& e, como decorrência, recebeu vantagem econômicas ilícitas, sendo que para lograr seu intento utilizou-se dos instrumentos de fraude mantidos no escritório de Alberto Youssef e, no caso concreto, especificamente dos serviços de Meire Poza”, diz a denúncia.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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