MPF pede condenação de operadores do PMDB

Narley Resende


BandNews FM Curitiba 

O Ministério Público Federal pediu a manutenção da prisão dos lobistas Jorge e Bruno Luz, detidos na trigésima oitava etapa da Operação Lava Jato, batizada de Blackout, que foi deflagrada em fevereiro deste ano.

Em alegações finais, o MPF requere ainda a decretação da prisão preventiva do ex-gerente da Área Internacional da Petrobras, Luiz Carlos Moreira da Silva.

Segundo o órgão, o ex-executivo participou ativamente na arrecadação de propina e na organização do esquema que viabilizava contratações de empresas corruptoras.

A denúncia apura irregularidades em contratos da Petrobras de navios-sonda entre os anos de 2006 a 2007.

De acordo com a acusação, Moreira teria movimentado 55 bilhões de dólares em propinas. Nas alegações finais, o MPF afirma que caso permaneça em liberdade, o ex-gerente poderá continuar a ocultar valores de origem criminosa no exterior, o que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro.

No documento, o órgão especifica que era Moreira quem repassava ao lobista Fernando Soares as informações sobre valores e dados das contas no exterior de beneficiários das vantagens indevidas.

O ex-gerente chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão e foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos durante a vigésima fase da lava jato, no mês de novembro de 2015.

À época, ele foi questionado sobre a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, Estados Unidos. Moreira substituiu Pedro Barusco no cargo e foi apontado como principal consultor na compra de Pasadena.

O MPF pede ainda a condenação de todos os réus do processo relacionado à trigésima oitava fase da Lava Jato. Além de Moreira, são acusados o também ex-gerente da Área Internacional da Petrobras, Demarco Epifânio; os lobistas  Jorge e Bruno Luz, os executivos do grupo Schahin, Milton e Fernando Schahin e os doleiros Jorge e Raul Davies.

O MPF pede a reparação dos danos causados à estatal. As defesas dos réus têm até o dia 31 de agosto para protocolar considerações finais ao processo.

Depois disso, os autos retornam às mãos do juiz Sérgio Moro que define se absolve ou condena os envolvidos.

Os principais alvos desta etapa são os lobistas Jorge e Bruno Luz, que teriam atuado como operadores do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras.

Segundo o MPF, pai e filho teriam movimentado 40 milhões de dólares em propinas para beneficiar peemedebistas e agentes públicos em cinco contratos da estatal no Brasil e no exterior.

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