MPF-PR pede condenação de Cabral por corrupção e 114 atos de lavagem de dinheiro

Narley Resende


Em alegações finais no processo contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), a mulher dele, Adriana Ancelmo, e outros três réus em uma ação penal da Lava Jato por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná reforçou o pedido de condenação dos réus. Nesta ação, Cabral é acusado pelos crimes de corrupção passiva e 114 atos de lavagem de dinheiro.

O documento do MPF foi protocolado na noite dessa segunda-feira (23) na Justiça Federal do Paraná. (Veja a íntegra). Esta é uma das últimas etapas na tramitação do processo.

Antes da sentença do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, há ainda o prazo até o dia 5 de junho para a defesa também protocolar as alegações finais.

Investigado na Operação Calicute, Sérgio Cabral está em prisão preventiva desde novembro de 2016, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e de ser o líder de organização criminosa que atuava no governo do Rio de Janeiro.

Nesta ação penal, o MPF acusa Cabral de chefiar um esquema que pagou pelo menos R$ 224 milhões em propinas.

De acordo com a ação, o grupo teve envolvimento no pagamento de vantagens indevidas a partir do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão.

O MPF relata a influência de Sérgio Cabral na manutenção de Paulo Roberto Costa na diretoria da Petrobras. Costa é delator condenado na Lava Jato.

Sérgio Cabral

Várias obras teriam acontecido dentro do esquema de corrupção – entre elas a reforma do Maracanã para a Copa de 2014, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano –, todas financiadas ou custeadas com recursos federais.

“São bastante expressivas as quantias repassadas a título de pagamento de vantagens indevidas e posteriormente branqueadas, individual ou coletivamente consideradas, demarcando operações financeiras significativas e com consequente grave prejuízo aos cofres públicos”, diz o documento.

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