MPF também quer investigar Edinho Silva, Vital do Rego e Marco Maia

Roger Pereira


Além dos pedidos de inquérito contra Aécio Neves e Eduardo Cunha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, nesta segunda-feira, abertura de inquérito para apuração de fatos atribuídos ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, ao ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego e ao deputado Federal Marco Maia.

Edinho, tesoureiro da campanha de reeleição de Dilma Rousseff, foi citado pelo senador Delcídio do Amaral em colaboração premiada como um dos envolvidos no esquema chamado por ele de “novo filão de pagamentos de propinas”.

Delcídio do Amaral disse que pediu recursos ao então tesoureiro para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2014 com as empresas FSB e BlackNinja, no valor total de R$ 1 milhão. Segundo ele, quando havia dificuldades de repasse pelo PT nacional, era Edinho Silva quem resolvia. Conforme a colaboração premiada, Edinho Silva disse para as empresas credoras apresentarem notas fiscais relacionadas às respectivas dívidas, figurando como tomadora de serviço a empresa EMS.

Já no Termo de Colaboração 17, Delcídio do Amaral citou especificamente a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os fatos relacionados com a Petrobras em 2014 e tinha como presidente Vital do Rego. Segundo ele, na época, muitos empresários ligados a obras da Petrobras foram convocados para depor e os membros da CPMI pediram dinheiro para campanha em troca da derrubada desses requerimentos.  Delcídio informou sobre a realização de reuniões com os empresários dos quais participaram Marco Maia, Fernando Francischini, Vital do Rego e Gim Argelo, então vice-presidente da CPMI.

No pedido de inquérito, o procurador-geral explica que a análise das informações de Delcídio do Amaral exige uma visão panorâmica da investigação, particularmente porque alguns dos citados são colaboradores da Operação Lava Jato. “Julio Camargo confirma o relato de Delcídio do Amaral em relação à eventual participação do deputado Marco Maia e do então senador Vital do Rego nos crimes mencionados”, diz Janot. Os crimes atribuídos são de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal