Multa trava “delação bomba” da Odebrecht

Julie Gelenski


A multa fixada em dois bilhões e quinhentos milhões de dólares, ou seja 8 bilhões e quinhentos milhões de reais, tornou-se um entrave para a conclusão da assinatura da delação premiada da Odebrecht junto à PGR (Procuradoria Geral da República), que foi adiada para próxima semana.

Pelo acordo, a empreiteira terá que pagar o valor que será repartido entre Brasil, Suíça e Estados Unidos. As autoridades norte-americanas, contudo, esperam ter um percentual maior dos recursos. Em torno de 80 executivos da empresa assinaram a pré-delação e serão em seguida convocados para prestar depoimento e apresentar provas.

A PGR se mobiliza para agilizar esta fase e entregar a documentação para o relator da Lava Jato, Teori Zavascki no STF (Supremo Tribunal Federal), ainda neste ano.

A decisão sobre a homologação do acordo dos executivos da empresa não sairá antes do início do recesso do Judiciário em 20 de dezembro e ficará para 2017. Uma das mais esperadas é a delação do ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht

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