“Não vou baixar a cabeça”, declara mulher de marqueteiro do PT

Redação


O publicitário João Santana, a mulher e sócia dele, Mônica Moura, o operador Zwi Skorniack, além de Vinicius Borin e Benedito Barbosa, ligados ao grupo Odebrecht, presos na nova fase da Lava Jato, passaram por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) em Curitiba na tarde desta terça-feira (23).

Ao passar pelos jornalistas, todos evitaram a imprensa. Mas a mulher do marqueteiro disparou: “Não vou baixar a cabeça não”, declarou.

João Santana e a mulher estavam na República Dominicana trabalhando em uma campanha eleitoral e foram presos pela Polícia Federal no desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, nesta terça-feira.

Está prevista ainda para esta terça a chegada de Maria Lúcia Guimarães Tavares, que foi presa na Bahia.

23ª fase da Operação Lava Jato investiga a relação de João Santana com a empresa Odebrecht. A construtora também é alvo das investigações por suspeita de ter feito repasses financeiros ao publicitário no exterior. O juiz federal Sérgio Moro determinou nessa segunda-feira (22) o sequestro de um apartamento, localizado em São Paulo, registrado em nome de Santana e de sua mulher. Há suspeita de que o imóvel teria sido pago com dinheiro retirado de uma conta secreta na Suíça.

Em outra medida cautelar em nome dos investigados, Moro decretou o bloqueio das contas pessoais de João Santana, de sua esposa, medida estendida ao engenheiro Zwi Skornicki, representante do Estaleiro Keppel Fels no Brasil, e do funcionário da empreiteira Odebrecht Fernando Migliaccio, que está preso na Suíça.

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