Novo desdobramento da Lava Jato mira JBS e corretor ligado a Cunha

Mariana Ohde


A Polícia Federal realiza mais uma operação derivada da Operação Lava Jato, a Operação Sépsis, na manhã desta sexta-feira (1) e mira corretor ligado ao presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a empresa JBS, dona da Friboi.

Lúcio Bolonha Funaro, corretor ligado a Cunha, foi preso em São Paulo. Ele vinha negociando um acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além disso, houve buscas na Eldorado, braço de celulose da J&F Investimentos, dono da JBS, que comanda a Friboi. A casa de Joesley Batista, presidente do conselho de administração da JBS e diretor-presidente da J&F, também foi alvo de buscas.

A suspeita é a de que a JBS tenha realizado pagamentos de propina para obter recursos do fundo de investimento FGTS, que seriam liberados por influência de Fábio Cleto. A nova fase tem como base a delação Cleto, que é ex-vice-presidente da Caixa, indicado por Cunha. Em depoimento, Cleto confirmou pagamentos de propina a Cunha em troca da liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS.

A operação acontece em três estados – São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco – e no Distrito Federal. Em Recife, no Rio de Janeiro e em Brasília os mandados são de busca e apreensão. Em Pernambuco, os mandados são cumpridos em uma construtora. No Distrito Federal, no escritório do lobista Milton Lyra.

A nova fase foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

O nome Sépsis faz referência ao quadro de infecção generalizada – quando um agente infeccioso afeta mais de um órgão

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Repórter no Paraná Portal
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