Nova fase da Operação Lava Jato prende pecuarista amigo de Lula

Fernando Garcel


Foto: Rodolfo Buhrer/ Paraná Portal
Foto: Rodolfo Buhrer/ Paraná Portal

A Polícia Federal (PF) deflagrou a 21ª fase da Operação Lava Jato, nesta terça-feira (24). Desde o início da manhã, 140 policiais federais e 23 auditores fiscais cumprem 25 mandados de busca e apreensão, 1 mandado de prisão preventiva e 6 mandados de condução coercitiva em São Paulo, Lins (SP), Piracicaba (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Dourados (MS) e Brasília (DF).

O foco da operação, nomeada de Operação Passe Livre, apura circunstâncias de contratação de navio sonda pela Petrobras com grandes indícios de fraude no processo licitatório. De acordo com a PF, os investigados criaram um complexo esquema financeiro para ocultar o real destinatário dos valores desviados. Entre os recebedores do dinheiro estão diretores da estatal e agentes públicos.

Os investigados vão responder por crimes de falsidade ideológica, falsificação de documentos, fraudes de licitação, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

Os alvos dos mandados de condução coercitiva vão ser ouvidos na cidade em que forem localizados.

Prisão
O mandado de prisão preventiva, sem data para vencer, foi expedido contra o pecuarista José Carlos Bumlai, que foi preso em um hotel em Brasília. Bumlai vai ser encaminhado para a sede da Superintendência da PF, em Curitiba, onde vai permanecer sob custódia.

O empresário, franqueado ao gabinete do ex-presidente Lula durante os oito anos de mandato do petista, foi acusado pelo delator Fernando Baiano de ter recebido R$ 2 milhões referente ao comissionamento de uma negociação de contrato. De acordo com o delator, o valor seria repassado para uma das noras do ex-presidente. Na epóca, o empresário negou todas as acusações de Baiano.

Bumlai foi preso em Brasília porque ia prestar depoimento à CPI do BNDES, que investiga operações envolvendo o banco.

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