Padre diz que OAS fez doação via Gim Argello

Narley Resende


Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba

O padre Moacir de Carvalho confirmou ao juiz Sérgio Moro que o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), preso há quatro meses, mediou uma doação de R$ 350 mil da empreiteira OAS à Paróquia São Pedro, em Taguatinga-DF, alvo de investigação da Lava Jato.

A força-tarefa da operação suspeita que o pagamento foi parte de uma propina paga pelos empreiteiros para que Gim não os convocasse a depor em uma CPI da Petrobras em 2014.

Argello teria arrecadado mais de R$ 7 milhões com as construtora. A doação da OAS, segundo o padre, foi para custear a Festa de Pentecostes, que, segundo o padre, recebe um milhão de pessoas por dia durante uma semana e custa cerca de R$ 600 mil.

Carvalho afirma que no mesmo ano, em 2014, a paróquia também recebeu doações da Andrade Gutierrez e da Via Engenharia, através do ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT).

Em ambos os casos, o padre disse que não teve contato com as empresas, apenas soube que as doações foram mediadas pelos políticos. A defesa de Argello não se manifestou.

Na audiência, questionaram ao padre apenas se a doação foi depositada na conta da paróquia e se houve recibo.

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