Palocci presta depoimento na Superintendência da Polícia Federal nesta quinta-feira

Fernando Garcel


O ex-ministro Antônio Palocci, preso na segunda-feira (26), na 35ª fase da Operação Lava Jato, presta depoimento na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, a partir das 14 horas desta quinta-feira (29).

Outros dois presos da etapa também vão ser ouvidos pelos investigadores: o ex-chefe de gabinete de Palocci, Juscelino Dourado, e o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, que está sendo interrogado desde às 10h.

Os três mandados de prisão temporária vencem na sexta-feira (30), por isso, a PF tem pressa em colher os depoimentos. Ao final do prazo, a polícia e o Ministério Público podem pedir a prorrogação das temporárias por mais cinco dias ou a conversão para prisão preventiva – quando não há prazo para soltura. Se não houver manifestação da força-tarefa, os investigados devem ser soltos. A decisão cabe ao juiz Sérgio Moro.

Operação Omertà

São investigadas na Operação Omertà, 38 obras da empreiteira Odebrecht em todo o País e no exterior. O relatório do delegado federal Filipe Hille Pace relacionou os alvos da investigação (veja imagens abaixo). “Relaciono algumas das obras públicas e/ou consórcios e empresas indicadas no documento mencionado, repetindo que, por se tratarem de arquivos recuperados, estão parcialmente corrompidos, não sendo permitindo vincular diretamente as obras e/ou consórcios e empresas indicadas com os beneficiários encontrados e mencionados acima”, afirma.

Segundo os integrantes da força tarefa, o material analisado e que embasou a operação de segunda-feira foi encontrado em outras fases da Operação, como por exemplo, uma planilha encontrada durante a fase Acarajé e outra encontrada no celular de Marcelo Odebrecht.

Segundo o MPF, os pagamentos feitos à conta eram constantes.  “Existe um pagamento que é feito constantemente e que forma um caixa mesmo, uma poupança e de onde são depois, pelo gestor da conta, no caso o senhor Antônio Palocci, destinados aos pagamentos de interesse do partido”, disse a procuradora Laura Gonçalves.

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