Operação Lava Jato
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Nova fase da Lava Jato, Operação Paralelo cumpre mandados no Rio

A Polícia Federal (PF) deflagrou mais uma fase da Operação Lava Jato nesta terça-feira (28). Os mandados da Operação Par..

Mariana Ohde - 28 de março de 2017, 08:03

A Polícia Federal (PF) deflagrou mais uma fase da Operação Lava Jato nesta terça-feira (28). Os mandados da Operação Paralelo estariam sendo cumpridos no Rio de Janeiro.

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Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro e incluem um pedido de prisão preventiva no Rio de Janeiro e cinco mandados de busca e apreensão.

A investigação tem como objetivo apurar a atuação de operadores no mercado financeiro em benefício de investigados no âmbito da Operação Lava Jato. A atuação teria se dado por meio de uma corretora de valores suspeita de ter realizado a movimentação de recursos de origem ilícita para viabilizar pagamentos indevidos de funcionários e executivos da Petrobras.

A investigação também apura a responsabilidade criminal de um ex-executivo da Diretoria de Engenharia e Serviços da Petrobras, apontado como o beneficiário de diversos pagamentos em contas clandestinas no exterior, feitos por empreiteiras.

Mandados autorizados pelo STF

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Na semana passada, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados à Operação Lava Jato que foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes estiveram em Pernambuco, Bahia, Alagoas, Rio de Janeiro e Distrito Federal, acompanhados pelo Ministério Público Federal (MPF).

O objetivo era investigar indícios dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Esta foi a primeira vez em que são utilizadas informações dos acordos de colaboração premiada firmados com executivos e ex-executivos da Odebrecht. Os acordos foram homologados pelo STF em janeiro deste ano.

A  investigação da Operação Satélites, como foi chamada, está em segredo de Justiça. Os alvos seriam pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (AL), Eunício de Oliveira (CE), Valdir Raupp (RO), do PMDB, e Humberto Costa (PT-PE).

38ª fase

A 38ª fase foi deflagrada no dia 23 de fevereiro. A Operação Blackout tinha como alvos Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz, e investigava o pagamento de US$ 40 milhões em propinas. Entre os beneficiários estariam políticos e diretores e gerentes da Petrobras.