PF diz que Lula, Dilma e Mercadante obstruíram investigações da Lava Jato

Andreza Rossini


O inquérito da Polícia Federal (PF) atribui o crime de obstrução da Justiça aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e os crimes de tráfico de influência e também de obstrução à Justiça ao ex-ministro da Casa Civil e da Educação, Aloizio Mercadante. A polícia não indicia os acusados formalmente, mas aponta que o conjunto de provas é suficiente.

De acordo com a PF, a obstrução a Justiça teria acontecido quando Dilma nomeou Lula como ministro-chefe da Casa Civil, em março de 2016, o que daria Lula foro privilegiado e tiraria o inquérito envolvendo o ex-presidente das mãos do juiz federal Sérgio Moro. Lula foi barrado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) de assumir o cargo. Segundo o inquérito, o caso causou um “embaraço” nas investigações.

Mercadante é investigado por uma gravação telefônica gravada pelo ex-chefe-de-gabinete do ex-senador Delcídio Amaral, Eduardo Marzagão. Na gravação ele afirma se empenhar para barrar a delação do ex-senador na Lava Jato. Para a PF, a influência do ex-ministro “embaraçou” a delação de Delcídio.

O delegado da PF que faz parte do grupo de Inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) Marlon de Oliveira, sugere a denuncia criminal dos envolvidos em primeiro grau judicial, já que nenhum deles tem foro privilegiado.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo e Rodrigo Janot, procurador-geral da República, devem receber o relatório.

 

 

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