PF pede transferência de ex-senador e marqueteiro do PT para presídio

Andreza Rossini

A Polícia Federal pediu a transferência, nesta segunda-feira (2), de quatro presos da Operação Lava Jato que estão detidos na carceragem da PF em Curitiba, para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana. Devem ser transferidos o ex-senador Gim Argello, o marqueteiro do PT João Santana e a esposa dele, Mônica Moura e o empresário Ronan Maria Pinto.

A transferência precisa ser autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro. De acordo com o delegado Igor Romário de Paula, autor do pedido, a carceragem da PF é destinada para os detentos em eventual risco ou a presos provisórios. A presença de presos fora destas condições limita o espaço da carceragem que precisa ser utilizado em caso de novas operações.

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, aceitou a denuncia contra o marqueteiro do PT João Santana e a esposa dele, Mônica Moura, nesta última sexta-feira (29). O ex-presidente do grupo da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht e outras 14 pessoas estão envolvidas na denúncia, e passam a ser réus da operação.

As denúncias foram apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) na quinta-feira (28), com origem na 23ª fase da Operação, batizada de Acarajé; que investiga os pagamentos feito pelos marqueteiros referentes a campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) e na 26ª fase, chamada de Xepa, que suspeita de um departamento responsável pelo pagamento de propina dentro da Odebrecht.

Marcelo Odebrecht responde a outros dois processos na primeira instância e já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão. João Santana e Mônica Moura ainda não eram considerados réus na operação.

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