PF prende ex-secretário de Saúde de Cabral por suspeita de fraude

Mariana Ohde


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (11) a Operação Fatura Exposta, juntamente com o Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal. O objetivo de mais este desdobramento da Operação Lava Jato é investigar fraudes no fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Entre os alvos dos mandados de prisão está Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde do governo de Sérgio Cabral.

Côrtes, que foi diretor da Into, teria favorecido a empresa Oscar Iskin, uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio de Janeiro, segundo as investigações. A operação é baseada em uma delação do ex-subsecretário de saúde Cesar Romero Viana Junior. Segundo ele, as propinas pagas no esquema chegavam a 10% do valores dos contratos – 5% caberia ao ex-governador Sérgio Cabral, 2% a Sérgio Côrtes, 1% para Cesar Romero, 1% para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e 1% para sustentar o próprio esquema.

Os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita, ligados à Oscar Iskin, também são alvos de mandado de prisão. Miguel é sócio da Oscar Iskin e Gustavo é sócio de Miguel em outras empresas e já foi gerente comercial da Oscar Iskin.

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, foi preso na Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato, deflagrada em novembro de 2016. Ele foi acusado de desviar cerca de R$ 224 milhões em obras públicas durante seu governo, de 2007 a 2014.

Fratura exposta

A Justiça do Rio três mandados de prisão preventiva, três de condução coercitiva, além de 41 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos na manhã de hoje (11) pela Polícia Federal.

 

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