Prédio para Instituto Lula seria uma fratura exposta na relação ilícita com a Odebrecht, alertou Palocci

Roger Pereira


Ao falar especificamente sobre o objeto da ação penal em que depôs na tarde desta quarta-feira, o ex-ministro Antônio Palocci disse ao juiz federal Sérgio Moro que foi o responsável por convencer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, Marisa Letícia, a desistirem de instalar o Instituto Lula no prédio que teria sido adquirido pela Odebrecht para este fim.

“Nossa relação com a Odebrecht já era cheia de ilícitos, mas a aquisição deste prédio seria uma fratura exposta, seria um convite à investigação”, disse o ex-ministro, citando que foi informado por Lula que José Carlos Bumlai e RobertoTeixeira estavam tratando com a Odebrecht sobre a aquisição do imóvel.

Palocci contou que foi procurado por Marcelo Odebrecht, que se dizia preocupado com a situação. “Orientei a fazer doação em dinheiro para o Instituto, afinal, era pra receber doações que estavam criando o instituo, mas ele disse que o instituto ainda não estava formalizado. Falei, então para esperar formalizar, mas ele disse que estava sofrendo pressão do seu pai para resolver logo”, relatou, citando que a pressão era por conta do “pacote de propinas” que Emílio Odebrecht ofereceu a Lula ao final de seu segundo mandato, para garantir influência sobre a futura presidente Dilma Rousseff.

“Lula então me procurou, pediu minha opinião e eu disse que achava que era uma operação impossível de se fazer transparecer legal. Ele me pediu, então, para ir em sua casa convencer dona Marisa a desistir da ideia. Fui e, apesar da resistência de Bumlai e Teixeira, que também estavam lá, eles concordaram e descartar esse imóvel”, contou.

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Repórter do Paraná Portal
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