Operação Lava Jato
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Preocupado com delatores, ex-senador Gim Argello quer ser o último réu ouvido

Com informações da BandNews FM CuritibaA defesa do ex-senador Gim Argello (ex-PTB/DF) quer que ele seja o último réu a s..

Redação - 16 de agosto de 2016, 12:08

Com informações da BandNews FM Curitiba

A defesa do ex-senador Gim Argello (ex-PTB/DF) quer que ele seja o último réu a ser ouvido pela Justiça Federal no processo relacionado à 28ª fase da Operação Lava Jato. Os réus deste processo começam a ser ouvidos na semana que vem. Eles estão separados em três grupos, que devem ser ouvidos nos dias 24, 26 e 29 de agosto.

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O depoimento de Gim Argello está previsto para o segundo grupo, mas a defesa dele quer que a audiência seja transferida para o dia 29. Em petição enviada para o juiz federal Sérgio Moro, o advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa argumenta que o ex-parlamentar é o principal réu desta ação penal e que deve ser ouvido depois de todos os outros para que possa se defender de todas as acusações. Segundo o defensor, depoimentos de outros réus tem o potencial de “produzir danos irreparáveis à sua defesa”.

O advogado alega que a oitiva dos réus é um meio de prova, mas também um meio de defesa – e por esse motivo Gim Argello teria o direito de contradizer todas as alegações quem possam prejudicá-lo no processo penal. A defesa ainda argumenta que pelo menos dois corréus desta ação penal assinaram acordos de colaboração premiada – o que faz com que o ex-senador esteja em uma posição ainda mais vulnerável.

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Gim Argello é o único réu preso da 28.ª fase da Lava Jato, a “Operação Vitória de Pirro”. Ele é acusado de cobrar propinas para evitar a convocação de empreiteiros para depor na CPI da Petrobras, em 2009. Sete empreiteiras que participavam do cartel que atuava na estatal fizeram pagamentos ao ex-senador. A propina que ele recebeu chega a R$ 5 milhões.

Quatro parlamentares prestam depoimento amanhã

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Nesta quarta-feira (17) pela manhã, dois deputados e dois senadores prestam depoimento à Justiça Federal do Paraná, em Brasília, por meio de videoconferência. Entre eles está o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que coordenou a campanha à presidência de Aécio Neves, em 2014, e o ex-presidente da Câmara Marco Maia (PT-RS). Também vão ser ouvidos os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e José Pimentel (PT-CE).

Ao todo, Gim Argello e o filho convocaram 15 senadores e deputados como testemunhas de defesa. Os parlamentares são filiados a nove partidos diferentes. Entre eles estão quatro políticos do PT e três do PSDB.