Presos da 33ª fase da Lava Jato fazem exame de corpo de delito em Curitiba

Andreza Rossini


As informações são da BandNews Curitiba

Já estão de volta à sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, os dois ex-executivos da Queiroz Galvão presos na terça-feira (3), durante a 33.ª fase da Lava Jato. O ex-presidente da empreiteira Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide de Moraes Filho passaram, durante a manhã, por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). O procedimento é padrão após as prisões. Os exames aconteceram por volta das 10 horas da manhã. Presos preventivamente, os empresários e não têm data prevista para deixar a cadeia.

A dupla é apontada pelas investigações como a responsável por planejar e executar pagamentos de propinas para políticos e agentes públicos ligados à Petrobras. A Queiroz Galvão é a terceira empreiteira do Brasil com o maior valor de contratos assinados com a estatal. Os contratos ultrapassam a marca dos R$ 20 bilhões.

O procurador da república Carlos Fernando dos Santos Lima afirma que a Queiroz Galvão representa, de certa forma, todos os tipos de crime investigados pela Operação Lava Jato. A empreiteira reúne todas as irregularidades identificadas no esquema de corrupção da Petrobras.

Das três prisões da operação, apenas um mandado temporário – válido por cinco dias – ainda não foi cumprido. O executivo Marcos Pereira Reis, ligado ao Consórcio Quip, está na China. O consórcio, responsável pela obra da Plataforma P53 da Petrobrás, teria sido usado pela Queiroz Galvão para repasses de propina, entre eles, para a campanha de reeleição do ex-presidente Lula, em 2006. A defesa de Reis informou a Justiça Federal em Curitiba que o executivo está fora do país a trabalho e que vai antecipar a volta ao Brasil para apresentar à Polícia Federal. A Operação Resta Um, como foi chamada a nova fase da Lava Jato, chegou à última das grandes empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras que ainda não havia sido alvo específico da investigação.

A Força Tarefa Lava Jato também suspeita que a Queiroz Galvão tirou do Brasil um diretor financeiro da empreiteira, Augusto Amorim Costa, para ocultar a participação no esquema de corrupção na Petrobras. Ele foi apontado como operador de propinas por delatores da Lava Jato, como o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e o empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Setal Óleo e Gás. Ele saiu do  Brasil em 21 de novembro de 2014, segundo registros de fronteira da Polícia Federal, apenas três dias depois de Ildefonso e Zanoide terem sido colocados em liberdade na 7.ª fase da Lava Jato, a chamada Operação Juízo Final, que teve como alvos as principais empreiteiras do cartel que atuava na Petrobras.

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