Prisões de Vaccarezza e outros dois investigados na Lava Jato vencem hoje

Andreza Rossini


O juiz federal Sérgio Moro precisa decidir nesta terça-feira (22) se vai manter as prisões do ex-deputado Cândido Vaccarezza e de mais dois investigados na Lava Jato, presos na última sexta (18), nas 43ª e 44ª fases da Operação Lava Jato.

As três prisões são temporárias, com prazo de cinco dias. O juiz pode decidir pela soltura, prorrogar as prisões temporárias ou transformá-las em preventivas, com prazo indeterminado.

Além de Vaccarezza, estão detidos em Curitiba o empresário Henry Hoyer, suspeito de operar propinas para o PP, e um ex-funcionário da Petrbras, Márcio Aché.

A defesa do ex-deputado adicionou ao processo uma petição para a liberação da prisão temporária, na madrugada de hoje. Os advogados apresentaram exames alegando que Vaccarezza faz tratamento para câncer de próstata.

“Em razão de sua prisão temporária, o requerente não teve condições de prosseguir com o diagnóstico complementar e, de conseguinte, a realização da cirurgia de remoção do tumor já identificado em sua próstata. Portanto, considerando o grave estado de saúde em que se encontra, o requerente espera que seja revogada sua prisão temporária, ou, alternativamente, sejam deferidas as medidas constritivas.”, alega a defesa.

Operação Abate e Operação Sem Fronteiras

Na sexta, a Polícia Federal deflagrou duas fases da Lava Jato – a 43ª e 44ª. As operações Sem Fronteiras e Abate foram deflagradas no mesmo dia, segundo a PF, para otimizar recursos. Três pessoas foram presas temporariamente, entre elas Vaccarezza e Marcio Ache, ex-gerente da Petrobras. Outras duas pessoas tiveram mandados de prisão expedidos, mas estão no exterior. Entre elas o ex-gerente da Petrobras Dalmo Monteiro e o representante da empresa Sargeant Marine, Luiz Eduardo Loureiro Andrade.

Operação Abate investiga fraudes no fornecimento de asfalto para a Petrobras pela empresa Sargeant Marine, entre 2010 e 2013. Operação Sem Fronteiras investiga o pagamento de propina em contratos com armadores gregos, entre 2009 e 2013. Os contratos com as empresas gregas somam US% 500 milhões.

As duas investigações tiveram início após a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

 

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="449854" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]