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Prisões vencem hoje e detidos na 42ª fase prestam depoimento à PF

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine e os operadores André Gustavo Vieira da Silva e Antôn..

Andreza Rossini - 31 de julho de 2017, 09:07

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine e os operadores André Gustavo Vieira da Silva e Antônio Carlos Vieira da Silva Junior devem ser ouvidos nesta segunda-feira (31), pela Polícia Federal (PF).

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Até o final da manhã serão ouvidos os irmãos Vieira e Bendine presta depoimento às 14 horas.

Eles foram detidos na 42ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Cobra, deflagrada na última quinta-feira (27). As prisões temporárias, determinadas pela Justiça, vencem hoje.

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A prisão pode ser prorrogada por mais cinco dias ou convertida para prisão preventiva, sem prazo definido para deixar a prisão. Os pedidos de prorrogação podem ser feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) ou pela PF. A decisão final é do juiz Sérgio Moro.

Operação Cobra

O ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras foi preso na última quinta-feira (27) suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht. De acordo com a Polícia Federal, ele realizou pagamento de impostos sobre o valor da propina para dificultar as investigações.

Entre os crimes investigados estão corrupção e lavagem de dinheiro.

O juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 3 milhões nas contas de Bendine, na noite da última quinta (27).

Um dos argumentos que levaram o Ministério Público Federal a pedir a prisão preventiva de Bendine foi a compra de uma passagem só de ida para Portugal por parte do investigado. À petição, os advogados do ex-presidente da Petrobras anexaram o bilhete de volta, com data marcada para 19 de agosto pedindo a revogação da prisão. Na manhã de hoje (31) a defesa protocolou os comprovantes de reserva no hotel.

"Note-se que há reservas para todo o período compreendido entre os dias 29 de julho a 18 de agosto, sendo que em 19 subsequente, pela manhã, retornaria ao Brasil via Portugal, conforme já devidamente comprovado, o que evidencia que o motivo da saída – temporária – do Peticionário do país era uma viagem de férias com a família, previamente organizada", alegam os advogados.