Procuradores da Lava Jato defendem ministro nas redes sociais

Andreza Rossini


Com informações da Repórter Joyce Carvalho da CBN Curitiba

Os procuradores da República Carlos Fernando Santos Lima e Deltan Dallagnol saíram em defesa ao ministro Luís Roberto Barroso nas redes sociais, após a discussão dele com o também ministro Gilmar Mendes.

Dallagnol afirmou que a decisão de Barroso era inevitável.  “Barroso disse a Gilmar o que precisava ser dito. A acusação, feita por Gilmar, de que Barroso soltou José Dirceu é absolutamente falsa. Barroso aplicou um decreto de indulto da presidente que era inafastável (ele não poderia fazer diferente) e isso em nada interferiu na prisão preventiva decretada em Curitiba. Quem soltou Dirceu foram na verdade Gilmar, Toffoli e Lewandowski, em decisão que revogou a preventiva e que, como apontei na época, fugia completamente do padrão de decisões anteriores desses mesmos ministros. Por isso está correto Barroso em frisar que a lei deve valer para todos e que não comunga com a leniência de Gilmar com réus do colarinho branco”, postou Deltan na sexta-feira (27).

O outro procurador, Carlos Fernando afirmou que a grave denúncia justificou a medida adotada. “Barroso não passou da linha. Há momentos em que temos a obrigação da indignação. A passividade daqueles que desejam um novo Brasil tem levado à audácia dos defensores de interesses mesquinhos”, argumentou.

O caso

A discussão entre Gilmar e Bareoso  aconteceu durante a sessão da última quinta-feira (26), enquanto se debatia a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará. Tudo começou quando Barroso disse que Gilmar Mendes destila “ódio constante”. Ele retrucou falando que Barroso foi o responsável pela soltura do ex-ministro José Dirceu no processo do Mensalão.

Barroso disse ainda para Mendes não transferir a parceria que tem com a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco.

 

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