Réus prestam depoimento em processo que investiga propina da OAS para Lula

Andreza Rossini


O ex-executivo da OAS, Agenor Franklin Magalhães e o presidente do Instituto Lula, Paulo Tarciso Okamoto prestam depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, nesta quinta-feira (4).  Eles são réus no processo que investiga o pagamento de propina da empreiteira OAS para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Os interrogatórios vão ocorrer às 10h e às 14 horas, respectivamente, na sede da Justiça Federal em Curitiba.

A audiência já foi remarcada duas vezes. Inicialmente iria ocorrer no dia 26, quando também foram ouvidos os ex-executivo Fábio Hori Yonamine e Paulo Gordilho. Os depoimentos de Yonamine e Gordilho foram mais longos do que o esperado e as oitivas com Magalhães e Okamoto foram agendadas para o dia 28. Na data, a defesa pediu o adiamento devido à greve geral, que gerou complicações no trânsito.

Acusações contra Lula devido ao Triplex 

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá. Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.

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