Como Ricardo Pessoa fechou um acordo de delação premiada com o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em maio de 2015, Moro afirma nos autos da sentença que fixou “o período mínimo para o regime domiciliar diferenciado (de um a dois anos) e para o regime aberto diferenciado (de dois a três anos), considerando a relevância da colaboração do condenado, em vista da quantidade de informações e depoimentos prestados, e o indício de arrependimento acima discriminado”. O acordo foi fechado em Brasília porque o delator citou pessoas com foro privilegiado, entre eles o senador Edison Lobão (PMDB), ex-ministro de Minas e Energia.

O empreiteiro deverá pagar indenização de R$ 51 milhões conforme acertado no termo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), para manutenção do acordo e implementar sistemas eficientes que inibam a corrução na UTC Engenharia.

Além do empreiteiro, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o empresário Márcio Andrade Bonilho e o doleiro Alberto Youssef também eram réus no mesmo processo. Moro decidiu que não existiam provas que levassem à condenação de Bonilho e e extinguiu o processo, sem julgamento de mérito, para Youssef e Paulo Roberto Costa porque ambos foram condenados pelos mesmos crimes em outra ação penal.