Ritmo da Lava Jato no STF é ‘mais lento’ do que no Paraná, diz Janot

Mariana Ohde


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse hoje (6) que os processos da Operação Lava Jato julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) têm um ritmo “mais lento” do que na primeira instância, na Justiça Federal do Paraná.

Os trabalhos da força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras, começaram em abril de 2014, e 98 pessoas já foram condenadas pela primeira instância em Curitiba.

O STF, que julga processos que envolvem políticos com foro privilegiado, ainda não gerou nenhuma decisão final relacionada à Lava Jato. Janot evitou criticar diretamente o Supremo, dizendo apenas que este é “o ritmo do tribunal”.

Lava Jato tem mais de cem pendências; Moro encerra em dezembro
Japonês da Federal volta a escoltar presos da Lava Jato
MPF prorroga Lava Jato por mais um ano

Janot atribuiu a relativa morosidade da Lava Jato no STF ao fato de que o tribunal “não ter sido feito para formar processo, mas para julgar recurso”. Quando o Supremo recebe a tarefa de originar processos, “fica mais lento mesmo”, acrescentou o procurador-geral da República, que falou com os jornalistas após sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Questionado se isso seria uma crítica direta ao foro privilegiado, Janot respondeu que “na extensão que está, é”.

A Operação Lava Jato teve início em março de 2014 e já completou 33 fases. Políticos e grandes empresários do Brasil já foram condenados em processos decorrentes das investigações conduzidas pela força-tarefa e pela ação conjunta da Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Judiciário. A força-tarefa já instaurou 1397 procedimentos contra 225 pessoas. Nesta terá-feira, o MPF anunciou a prorrogação da Lava Jato por mais um ano.

(Com informações da Agência Brasil)

Previous ArticleNext Article
Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal