Marqueteiros alegam dificuldades e pedem liberação de dinheiro bloqueado

Andreza Rossini


O ex-marqueteiro do PT João Santana e a empresária Mônica Moura pediram ao juiz Sérgio Moro a liberação do saldo remanescente bloqueado na Operação Lava Jato.

De acordo com a petição encaminhada pelos advogados, os acusados passam por problemas financeiros. “Ocorre que os Colaboradores estão passando por dificuldades financeiras decorrentes do bloqueio dos valores, bem como, pelo fato de não poderem trabalhar e auferir renda para seus gastos pessoais e de suas famílias, sendo, então, de vital importância a restituição dos valores remanescentes, inclusive, para pagamento dos honorários advocatícios”.

O saldo de R$ 30 milhões existe devido ao acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF). Esta é a segunda vez que o casal faz o pedido ao juiz. Da primeira vez, a devolução dos recursos foi negada devido a falta de posicionamento da Procuradoria. Segundo os advogados, uma advogada suíça foi contratada para acelerar os trâmites, uma vez que o valor foi bloqueado naquele país.

Acusações contra o casal

Santana e Mônica Moura foram presos na 23ª fase da Operação Lava Jato, em fevereiro do ano passado, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, mas foram soltos após pagarem fiança de R$ 31,4 milhões e ficarem proibidos de atuar em campanhas eleitorais até uma nova decisão sobre o caso.

Eles foram condenados a 8 anos e quatro meses de prisão, para cada um, pelo crime lavagem de dinheiro e são acusados por manter US$ 7,5 milhões em propina em uma conta secreta na Suíça.

Na sentença, Moro afirmou que os serviços eleitorais realizados pelo casal na campanha presidencial de 2010 teriam sido pagos com dinheiro desviado da Petrobras, o que afeta, segundo o juiz, a integridade do processo político democrático.

Durante as investigações, em depoimento perante o juiz Sérgio Moro, Mônica Moura, que era responsável pela parte financeira da empresa de marketing do casal, informou que recebeu US$ 4,5 milhões em uma conta off shore na Suíça. Segundo Mônica, o repasse era referente a uma dívida por serviços prestados ao PT durante a campanha de Dilma Rousseff à Presidência, em 2010. A empresa do casal fez o trabalho de marketing político da campanha.

 

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