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Sentença de Lula pode vir em julho; prisão é incerta

Metro Jornal Curitiba Faltam poucos passos para o fim do processo contra o ex- -presidente Luiz Inácio Lula da Si..

Narley Resende - 12 de maio de 2017, 07:05

Metro Jornal Curitiba

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Faltam poucos passos para o fim do processo contra o ex- -presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ouvido pelo juiz Sérgio Moro na última quarta. A velocidade média do magistrado indica que o petista será condenado – ou não – em julho, talvez em agosto.

Todas as testemunhas e réus desta ação, que julga o tríplex do Guarujá (Lula é réu em 4 outros processos), já foram ouvidos.

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Ontem o MPF (Ministério Público Federal) e a defesa de Lula pediram as últimas diligências, que podem atrasar o processo em alguns dias. O MPF quer interrogar mais três pessoas e os advogados do petista pediram 11 providências, a maioria – incluindo um pedido de auditoria – ligada à empresa OAS.

Mas Moro tem o poder de aceitar ou não estas diligências, decisão ainda não tomada até a noite de ontem. Se ele indeferir os pedidos, abrirá imediatamente os prazos para alegações finais.

Com as alegações feitas, a sentença sairá a qualquer momento. O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, foi condenado por Moro a 15 anos e 4 meses de prisão apenas três dias após a defesa do ex-Presidente da Câmara protocolar suas alegações. “O juiz já pode ir escrevendo a base da sentença antes das alegações, não há problema nisso”, diz um advogado que representa a Petrobras.

Lula

A audiência

No depoimento a Moro, Lula adotou a tática de negar responsabilidades. Sobre o esquema de corrupção da Petrobras, disse desconhecer os crimes e negou até ter influência sobre o PT. No caso do tríplex, atribuiu à ex-primeira dama Marisa Letícia, morta em fevereiro, todas as decisões sobre o imóvel.

Segundo o petista, foi Marisa quem decidiu – sem consultá-lo antes – comprar uma cota de participação para um apartamento em 2005, quando a obra ainda era tocada pela cooperativa Bancoop.

Após a OAS assumir a construção, em 2009, Lula reconheceu ter visitado o trí- plex uma vez, já em 2014, mas disse que o ex-presidente da construtora, Léo Pinheiro, estava tentando convencê-lo a comprar o imóvel, “como qualquer vendedor”.

Mais tarde, em 2014, Marisa visitou outra vez o apartamento e pediu, segundo Léo Pinheiro, que as obras estivessem prontas até o final daquele ano. Lula, porém, disse que só soube da visita cerca de 15 dias depois. “Não sei se o senhor tem mulher, mas nem sempre elas perguntam pra gente o que vão fazer”, disse o ex-presidente a Moro.

A defesa de Lula afirmou ontem, em nota, que a Lava Jato “atenta contra a memória” de Marisa Letícia. “Todos os atos de D. Marisa foram absolutamente legais e nunca poderiam justificar nem a denúncia nem a ação penal contra ela”, dizem os advogados de defesa.

Depoimento