Solto pela Justiça, ex-assessor de Palocci passa a cumprir medidas cautelares

Fernando Garcel

Com BandNews FM Curitiba

O nome do assessor do ex-ministro Antônio Palocci, Branislav Kontic, passa a constar na lista da Polícia Federal (PF) de pessoas proibidas de deixar o país. O investigado deixou o passaporte na Justiça Federal na noite de segunda-feira (19).

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Branislav Kontic foi um dos alvos da 35ª etapa da Lava Jato, batizada de Operação Omertà, e passa a responder ao processo em liberdade – com restirções e monitorado por uma tornozeleira eletrônica – após pagar fiança estipulada em R$ 1 milhão.

Além da fiança, do monitoramento por tornozeleira eletrônica e da proibição de deixar o país, o ex-assessor de Palocci ainda tem outras três medidas cautelares a cumprir. Ele não pode se comunicar com nenhum investigado ou testemunha do processo, deve comparecer a todos os atos do processo e responder a todas as intimações e também não pode ficar mais de 30 dias fora de casa sem autorização da Justiça.


12.20-Ex-assessor-de-Palocci-deixa-a-cadeia-e-passa-a-cumprir-medidas-cautelares.-Foto-Reprodução

Operação Omertà

A denúncia da Operação Omertà é relacionada à obtenção, pela empreiteira Odebrecht, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras. De acordo com os procuradores, entre os anos de 2006 e 2015, Palocci estabeleceu uma ligação com altos executivos da Odebrecht com o objetivo de atender os interesses do grupo empresarial diante do governo federal.

Para Moro, enquanto não houver o rastreamento do dinheiro e a identificação da sua localização há “risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação”. O juiz determinou o bloqueio de R$ 128 milhões das contas bancárias do ex-ministro e de Branislav.

O relatório do delegado federal Filipe Hille Pace relacionou os alvos da investigação. “Relaciono algumas das obras públicas e/ou consórcios e empresas indicadas no documento mencionado, repetindo que, por se tratarem de arquivos recuperados, estão parcialmente corrompidos, não sendo permitindo vincular diretamente as obras e/ou consórcios e empresas indicadas com os beneficiários encontrados e mencionados acima”, afirma.

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São investigados pagamentos feitos ao PT, por meio de depósitos pela Odebrecht intermediados por Antônio Palocci: R$ 33,3 milhões via offshores ao casal João Santana e Mônica Moura, além de R$ 10 milhões por meio da empresa Shelbil,  R$ 44 milhões recebidos por Jucelino Dourado (ex-assessor de Palocci) e outros R$ 7 milhões em 2012.

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