Tio de vice-presidente é preso no Equador

Roger Pereira


Os desdobramentos da Operação Lava Jato no exterior levaram à prisão domiciliar o empresário Ricardo Rivera, tio do vice-presidente do Equador, Jorge Glas, por suposto recebimento de propinas pagas pela Odebrecht para a obtenção de obras no país. Outras cinco pessoas, ligadas ao governo do ex-presidente Rafael Correa, tiveram a prisão preventiva decretada.

A relação da Odebrecht com obras públicas do Equador está sob investigação em casos semelhantes aos apurados no Brasil: a suspeita de pagamento de propinas e funcionários públicos ou de companhias estatais para obter contratos e vantagens nas licitações.

As prisões, decretadas na noite de sexta-feira e cumpridas no sábado, ocorrem na mesma semana em que a força-tarefa da Operação Lava Jato compartilhou com autoridades do exterior informações referentes à delação premiada dos executivos da Odebrecht. Na última terça-feira, o procurador-geral do Equador, Carlos Baca, esteve no Brasil para receber pessoalmente o conteúdo disponibilizado pelos investigadores da Lava Jato.

Além de Rivera, foram presos Kleper Verduga, da empresa Equitransa, que tocou vários projetos da gestão Correa, como as hidrelétricas de Manduriacu e de San Francisco; Carlos Villamarín, ex-funcionário do Ministério da Habitação; Rubén Terán, durante 12 anos prefeito da cidade de Latacunga; e o empresário Gustavo Massuh.

Ao ser informado que seu tio era alvo das investigações, Jorge Glas manifestou-se através do Twitter: “Que a Justiça investigue e puna tudo. Na Revolução Cidadã, ninguém está acima da lei. Continuaremos combatendo a corrupção da Odebrecht”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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