Tribunal nega novo pedido de liberdade a Palocci

Roger Pereira


O desembargador João Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), negou pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci Filho, condenado a 12 anos de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato, em primeira instância. Segundo o desembargador a sentença de Moro reforça a necessidade da prisão preventiva do ex-ministro.

“Não há mais somente boa prova de autoria e materialidade da prática de um crime. Há agora certeza, ainda que sujeita a eventual revisão em recursos”, escreveu. Antonio Palocci foi preso na 35ª fase da Operação Lava-Jato, em setembro do ano passado. Na semana passada, foi condenado na primeira ação penal julgada por Moro. Ele ainda é réu em outro processo, em fase de oitiva de testemunhas de defesa, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Neste esquema amazônico de corrupção, diante do envolvimento de centenas de investigados e denunciados, certamente a quantidade de medidas cautelares restritivas de liberdade — em números absolutos — talvez impressione, contudo mostra-se bastante proporcional ao contexto investigado”, afirmou o magistrado ao negar o recurso de Palocci. O desembargador afirmou que outros pedidos de liberdade de Palocci já foram negados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que a preventiva foi decretada para preservar a ordem pública, num quadro de corrupção sistêmica. Lembrou ainda que Palocci era o responsável pela conta corrente de propina da Odebrecht para o PT, que teria movimentado cerca de R$ 200 milhões.

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Repórter do Paraná Portal
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