Ex-executivos da OAS prestam depoimento em ação sobre triplex

Andreza Rossini


O juiz federal Sérgio Moro interroga nesta quarta-feira (26) três ex-executivos da Construtora OAS, na ação penal que envolve um triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. O processo da Operação Lava Jato tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos réus.

O ex-presidente da empreiteira, Fábio Hori, o ex-diretor Roberto Ferreira e o arquiteto e ex-executivo Paulo Godilho prestam depoimento a partir das 14 horas, na sede da Justiça Federal, em Curitiba.

Léo Pinheiro

Em depoimento prestado na última quinta-feira (20), o ex-presidente da OAS afirmou que o triplex no Edificio Solaris é parte de um total de R$ 3,7 milhões em propinas pagas ao ex-presidente Lula em três contratos da empreiteira.

Ele foi condenado duas vezes na primeira instância em processos da Lava Jato. As condenações somam 39 anos de prisão. Atualmente ele cumpre detenção em regime domiciliar.

Próximos depoimentos 

O presidente do Instituto Lula, Paulo Tarciso Okamoto e o ex-executivo da OAS, Agenor Franklin Magalhães prestam depoimento na próxima sexta-feira (28), a partir das 14 horas.
O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está agendado para às 14 horas do dia 03 de maio. A Polícia Federal e a Secretária de Segurança Pública pediram o adiamento do depoimento. O juiz Sérgio Moro ainda não decidiu se vai ou não alterar a data.

Acusações contra Lula

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá. Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

> Com 149 páginas, denúncia só aborda apartamento do Guarujá a partir da página 92

Paulo Tarcisio Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Paulo Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.

 

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