Com greve geral Moro remarca interrogatórios de ação sobre triplex

Andreza Rossini


O presidente do Instituto Lula, Paulo Tarciso Okamoto e o ex-executivo da OAS, Agenor Franklin Magalhães que prestariam depoimento ao juiz Sérgio Moro, na sede da Justiça Federal em Curitiba, nesta sexta-feira (28), tiveram os depoimentos remarcados.

O pedido foi feito pela defesa de Okamoto e Magalhães, devido a dificuldade para chegar ao local, por causa da greve geral que acontece hoje e afeta o transporte público, além de provocar diversos bloqueios no trânsito na capital e Região Metropolitana.

A audiência foi transferida para às 10 horas do dia 04 de maio.

O processo é referente a ação penal que envolve um triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. O processo da Operação Lava Jato tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réus.

Acusações contra Lula devido ao Triplex 

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá. Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

> Com 149 páginas, denúncia só aborda apartamento do Guarujá a partir da página 92

Paulo Tarcisio Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Paulo Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.

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