Youssef deixará prisão quatro meses antes do previsto

Redação


O doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Operação Lava Jato, deve deixar a prisão em novembro, quatro meses antes do previsto inicialmente.

Um aditivo ao acordo de colaboração, homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, garantiu a redução da pena de reclusão, o que permite que ele saia da carceragem da Polícia Federal em Curitiba daqui a pouco mais de cinco meses, em 17 de novembro deste ano.

Na renegociação do acordo, a defesa procurou demonstrar a efetividade da colaboração prestada pelo doleiro. Nos termos originais, a pena para Youssef, que está detido desde 17 de março de 2014, era de 3 anos de prisão. Agora, fica reduzida para 2 anos e 8 meses. Depois desse período, Alberto Youssef deve permanecer mais quatro meses em prisão domiciliar.

As condições desse período, como o uso ou não de tornozeleira eletrônica, ainda estão em negociação. O aditivo do acordo também permitiu que o doleiro tivesse o direito de passar o período de festas do fim do ano passado com a família.

Mas por conta de impasses sobre as regras práticas para a saída, Youssef acabou desistindo do benefício e permaneceu na carceragem da Polícia Federal durante o Natal e o Ano Novo. Na época, o doleiro não concordou com algumas restrições que foram impostas, como horários para permanecer com as filhas.

Cerveró

Com a desistência de Youssef, outro delator, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, foi o único colaborador preso em Curitiba a conseguir sair para passar as festas de fim de ano com a família.

Cerveró também será beneficiado em breve pela liberdade. Preso desde janeiro do ano passado, ele deve deixar a carceragem da Polícia Federal em Curitiba ainda neste mês. Nestor Cerveró terá que devolver aos cofres públicos cerca de R$ 18 milhões por sua participação no esquema de corrupção da Petrobras.

No caso de Youssef, o ressarcimento e a multa compensatória previam inicialmente que ele abrisse mão de todos os seus bens e valores adquiridos depois de 2003, que são estimados em aproximadamente R$ 50 milhões.

(Lenise Klenk)

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