Operação Rádio Patrulha: defesa de Richa pede que processo seja julgado pela Justiça Eleitoral

Alexandra Fernandes

Beto Richa Quadro Negro Lava Jato

A defesa de Beto Richa (PSDB) apresentou um pedido para que o processo da Operação Rádio Patrulha passe a ser julgado pela Justiça Eleitoral do Paraná. A ação está sob responsabilidade da Justiça Estadual do Paraná.

O argumento para a solicitação é a de que os supostos crimes de fraude à licitação e de corrupção, foram destinados ao caixa dois de campanha eleitoral e por isto a justiça estadual não teria competência para julgar o caso.

Além do questionamento sobre a competência da Justiça, a defesa solicita a rejeição da denúncia por falta de provas e o reconhecimento  da ilicitude das gravações apresentadas pelo delator Tony Garcia, já que segundo a defesa, teriam sido obtidas de forma ilegal e sem a apresentação do aparelho utilizado para captação dos os áudios.

Dentro do mesmo pedido, foram arroladas 51 testemunhas de defesa. O documento foi apresentado na quinta-feira (16) como um complemento na prévia da defesa de Richa.

Operação Rádio Patrulha

O ex-governador Beto Richa e o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, junto com outras 11 pessoas respondem ao processo.

A Rádio Patrulha investiga pagamentos de propina no programa “Patrulha do Campo”,responsável por obras em estradas rurais do estado. Os irmãos são investigados pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação, que teriam sido praticados entre 2011 e 2018.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema envolve mais de R$ 100 milhões pagos a empresas investigadas.

Beto Richa chegou a ser preso no dia 11 de setembro de 2018 e solto quatro dias depois após habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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