Oriovisto critica benefícios de deputados e defende reformas

Andreza Rossini e Roger Pereira


Durante o evento de diplomação, nesta terça-feira (18), o senador eleito pelo Paraná, Oriovisto Guimarães (PODE) criticou os benefícios pagos pelo governo aos parlamentares.

O principal alvo foi o auxílio mudança, criado em 2014 para auxiliar os deputados federais e senadores com os custos da troca de cidade . Oriovisto foi o único eleito no Paraná que negou o benefício.  “Acho isso uma vergonha. Abri mão porque ele é previsto na lei, mas nem tudo que é legal é ético e moral. Você ganha R$ 32 mil para se mudar a Brasília, mudança que não acontece. Depois, quando termina o mandato ganha mais R$ 32 mil para voltar para o seu estado, mudança que também não acontece. E, pasmem, quando o cidadão é reeleito, ele ganha 64 mil, que é como se ele fizesse uma mudança de volta e uma de ida. Um desrespeito com a população”, afirmou.

Reformas

O senador também defendeu que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), deve apresentar novo projeto de Reforma da Previdência. ”  A primeira reforma oferecida por Temer era muito boa. Depois ele foi ficando fraco com as denúncias que fizeram e foi cedendo, cedendo. Hoje ela não passa de uma meia sola. Acho que o novo governo deve elaborar uma nova”, afirmou.

Oriovisto classificou como “absurdo” o atual sistema. “Divide os brasileiros em duas categorias: aqueles que ganham R$ 50 mil por mês e, a imensa maioria. Noventa milhões de habitantes que trabalham duro e se aposentam no máximo com o teto do INSS. (…) Sem a reforma da previdência o país vai à falência”, afirmou.

Sobre a reforma trabalhista, afirmou que a área precisa de modernização. “Tudo que for para racionalizar e tornar mais simples a relação entre o trabalho e o capital nós vamos fazer. Isso é para o bem do próprio trabalhador, nós vamos criar mais empregos e nós temos 13 milhões de desempregados”.

A diplomação 

Foram diplomados nesta terça (18) o governador eleito, Ratinho Junior, seu vice Darci Piana, os senadores Oriovisto Guimarães e Flávio Arns, os 54 deputados estaduais e os 31 deputados federais do Paraná, além dos suplentes de cada coligação.

A diplomação é necessária para que os eleitos possam assumir os cargos. Na cerimônia, ocorre a entrega dos diplomas assinados pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral.

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